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Ajahn Buddhadasa, cujo mosteiro ficava numa floresta da Malásia, chamou os alunos para o frescor das árvores. Então, ensinou-os a procurar o Nirvana nas coisas mais simples, em momentos do cotidiano. Disse ele:
O Nirvana é o frescor do abandono, o prazer de experimentar sem sofreguidão nem resistência à vida.
Qualquer um percebe que, se a avidez e a aversão fossem constantes, ninguém as suportaria. Nessas circunstâncias, as coisas vivas morreriam ou ficariam loucas. Sobrevivemos porque há períodos naturais de frescor, de plenitude e sossego.
Na verdade, esses períodos duram mais do que os fogos da avidez e do medo. É o que nos sustenta. Os períodos de repouso nos deixam renovados, vivos, nos deixam bem. Por que não somos gratos por esse Nirvana de todos os dias?
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